Relato de mãe…

Relato de mãe…

Resolvi neste exato momento, escrever sobre uma pessoa muito especial em

minha vida! Alguém, que por circunstâncias adversas ou o próprio destino, não se

 encontra fisicamente ao meu lado.
Falar desta pessoa pra mim, não tem sido fácil! Dói muito não se perceber, que

terei que conviver sem a inebriante e alegre presença deste alguém. Mais não

 se pode fugir a própria realidade da vida.
Por isso, nestas poucas palavras que tento escrever, procuro resumir, o que

 de tão doloroso me aconteceu nestes últimos meses.
No dia seis de dezembro de 2003, num acidente trágico de estrada, perdi

fatalmente, minha filha e meu genro. As pessoas mais importantes de minha vida!

Não sei como ainda consigo escrever, mais ainda é a forma que utilizo para

desencadear todo o meu sofrimento.
Não ter aquela alegria esfuziante, aquela energia linda que minha filha passava a

todos ao seu redor, tem feito meu coração sofrer muito.
Hoje vivo apenas de lembranças e de recordações que os dois me deixaram.

 Perdi a vontade de tudo, e nem mesmo sei como ainda estou de pé.
Tenho recebido muita atenção e carinho, mais nada será como antes para mim.

Assim, espero estar neste espaço desabafando toda esta minha dor e conto com

 a ternura de todos, para que possam entender este sofrimento que vivo há sete meses.
Não é um conto que estou escrevendo, e sim um caso verídico que infelizmente abalou

e ainda abala, meu próprio interior.
Numa simples volta de carro que os dois foram dar, nunca mais voltaram para os

 meus braços. Voltaram sim, sem vida. Sem poder me dar alegria de sua chegada.
Perder um filho, é como perder um coração. E atualmente, estou sem o meu.
Pergunto: – Será que há justiça, neste mundo? Será que não dói, alguém saber

 que por irresponsabilidade, retirou os sonhos de um casal?
Falo isso, pois foi um caminhão que bateu no carro onde minha filha e meu

genro estavam. Alguém terminou também, com o sonho de duas famílias. E agora?

Como tentar viver, sem as cordas do meu coração? Difícil responder, pois só quem

 passa por isso, é que realmente sabe.
Mais estou tentando de alguma forma, sobreviver a esta situação.
Caminhando de muletas, pois não tenho forças para caminhar com minhas

próprias pernas. Enquanto isso, vou tentar colocar na escrita, o que vem de meu

interior. Peço desculpas a todos, pela demora em escrever. Mais o motivo,

 está bem esclarecido agora.
Perdi quem mais amava, a jóia, o tesouro mais importante de toda a minha

existência! Perdi minha única “filha”. A minha princesinha querida, a dona de

dois contos que estão escritos nesta página da Rincon.
Desculpem, mais precisava contar isso a vocês.
Este é o meu relato, sofrido e sentido por mim. Ainda penso que sou mãe.

Autor: Izabel Silveira

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